quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Filhas
Hj lhe dei meu coração
Independente mente que vc o arranque
Imaginei ao contrário
Rotina, ser seu
Nunca poderás,
Sabe,
Dizer q não te Amei
Razão minha
Amigo, irmão e pai
Por um abraço seu
Mudaria todo o sereu
Dormiria bem
Trabalharia melhor
Teria felicidade
De verdade
Jamais acabaria
Mesmo cresceria
Vingava
O vão de de ti
Infinita, indômita, perpétua
Dividida
Entre nós
Sem rima e
Com todo o jeito
Meu tempo é seu
Sou outro siim
Não vejo o infinito
Sem vc
Te amo
Além do peito
Do pulsar
Do verbo florescer
Te amei pra sempre
Antes e depois de mim
De Seu
Pai
domingo, 13 de dezembro de 2020
Luzes à Luz
Medidas Essenciais
Todas
Tidas
Sem
Ditas
Ao mesmo
Tempo
Intento
Poematiquim
Não queria dizer,
Mas, é só verniz mal calado
O q as almas adivinham
Bora Hora sem tempo
Só o do Amor
domingo, 21 de julho de 2019
Brazilzito - extrações de docs e musicas e...ainda ideias....bandagens de subsequentes inspirações.
Que os amores e guerras não declarados se convertam. Que os todos se resgatem, perpetuem-se no bom. Que as fraquezas tornem-se virtudes. As mazelas virem apenas moscas na replecao dos demais. A luminaria negra do caverao fosforecente refletiu nas visceras..no passado e futuros convergentes das vítimas ensejadas à carrascos.
Provocando zênites de aço, cobre, pedra, ódio e alma, fugiram ao êxtase de Esparta e de Dona Marta. Porem, irmão, o inferno parerece não existir mais como indulto...está em nosso dia à noite...sem abrandamento. Ninguém quer ir, mas ele aqui está. Os amores, estes, converteram-se em utopias e regalos. Baleados zombam dos hospitais...os sem coração inseminam o futuro. Copabacana e outras cabanas são as princesas do mar...putas, que com com os comparsas, rendem gringos e se convertem cabeças em bandejas. Segunda tá na capa. Cabe a cada um a ética....a melhor...de Gandhi. Faça em si mesmo o que projeta para o futuro dos seus. Foi o último baile aqui..
O resto é elemento Temas autômatos e armados, tomados sempritudes. Pistolas, narinas, neurônios ...perdeu...
A fumaça enevoada ....Rio de Janeiro à dezembro...diz- te Babilônia sem. Fala compadre....queimado entre pneus e sem arcarda - vai embora! Vai criança, entre petardos, escoando no funil da oficina seus resíduos mais (ex) pur(i)os.
Essa merda n importa...o gerente, o professor mandou ir nas carreiras mesmo com o tutano exposto. "Tá vivo? Tamo junto. Pela Lei da favela tinha que morrer - o Pastor interviu" . Vendeu pó royal.. já teve calibre na tempora? Eu já ...2x. Sublimei, por pouco. Agora...
Abusou. Roda logo. O resto é tudo. Cala pra gente nova . Full Mellow jacket...
Um kilo e um saco de 472 - calibre inventado pelos filhos póstumos. Crianças na rua, mas balas...na legião de pastores q melindram a sobrevivência do dízimo do pó. Atividade o Bope, os homens de preto, já tá pego...é a catraca do futuro...executado. Cachorro latindo, criança chorando...passando vagabundo...sabe? Enrola a perda de ar na calça comprida no pescoço. Saco na cabeça. Cara no cu. Faca no pé. Não vai dar queixa pra não ficar sem cabeça.
Osso duro de roer. Pega um pega, geral e tb vai pegar vc! Percebeu q sumiram as demências do melhor? Pó ou pão? Pai de família ou gerente...necessidade vc tem? Anoitece o baile...bonde lotado..
O primeiro a descer é filho do gatilho, sem mole...e o melhor conceito. Da-lhe dendê na filosofia. A entrada da favela já tem ponto 50. 38, AR-15, 7,62; Winchester..vai subir direto. Alemão dois tiro de paizã. Não me explica a lógica, a filosofia e a cidadania...fudeu entranha. Divindade marginal com uma 11 na mão. Amém ao aluno 32. Ainda não acabou, viu 20? Quem não chegou em casa? Elemento...policia? Disparos efetuados, fogos empreendidos....morte: homem pardo, gordo e com bustmaster, parada e sacoles... covardia na comunidade? 36 na Vila Vintém.
A guerra é prolífica. Gera hordas de filhos, inseminando a todos . Se perpetua como a maior Gerardo. Corpos delitos? Perdeu filhos, mães e parentes? Não entro no mérito das íntegras famílias e, o no apocalipse do jugo . Agora entramos no cerco à comunidade. Agraciadado se sente o caos Atenção atiradores.
Apesar de sucumbir às lágrimas...circula a informação. Terra arrasada. Lágrimas de gente q n tem tempo de descer. Simplesmente chegam novos comandos, cargos, armamentos, missões e domínios....ausências dos serviços básicos do estado. Alguém, se dá bem....no crânio perfurado, banhado na lágrima dos pais e na ausência de cenários...que chocam-se com os desejdesejos e vacilão dos demais.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Capoeira
Capoeira
Todos os rios beijam
o mar.
Iemanjá
me leva pra lá.
Doce e sal, então, se embolam
em eterno amar.
Iemanjá
me leva pra lá.
E mergulham
um noutro sem parar.
Iemanjá
me leva pra lá.
Por isso, tranqüilos, navegam
sempre, ali, barcos de sonhar.
Iemanjá
me leva pra lá.
Que pescam
estrelas, sol e luar.
Iemanjá
me leva pra lá.
E alimentam
meu zarpar.
Iemanjá
me leva pra lá.
Por onde vagam
ondas de abençoar.
Iemanjá
me leva pra lá.
Que me levam
a seguro aportar.
Iemanjá
me leva pra lá.
Longe dos que mandam
e na levada do libertar.
Iemanjá
me leva pra lá.
Todos os rios beijam
o mar.
Iemanjá
me leva pra lá.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Ser Tão
Não há mais lágrimas,
quase só retidão.
Até mesmo a noite
teme a alvorada.
Assim, levanto da rede,
como deitei. Rezando e rezando
para logo, por Deus, uma água cair.
Apesar de sinceras
as preces, bem sei, são em vão.
Pois, inté as "asa branca", desse açoite,
já bateram em revoada.
No prumo desse vazio, aumentou a sede
de ajuda, gente, água e nem sei.
Entre as ossadas da criação e dos seus, foi pegando
o matulão e reservas para "Sum Paulo ir.
No caminho, vazias as taperas,
deram-lhe estranha animação.
Nem careceu qualquer pernoite.
Esqueceu tudo e pegou estrada.
"Altamira, no Pará, é onde se pode",
ouviu logo na boléia: uma tal de Belo Monte,
usina grande que tava empregando
quem quisesse vir.
João foi pra lá como pode e sem demora.
Enfim viu muita água e fartura e arranjou logo uma locação.
De um mestre de obras virou ajudante,
alocado no canteiro da empreitada.
Calejad
o na vida, juntou-se à ode
trabalhista dos chamados "fora da lei":
grevistas que em luta por seus direitos estavam atrapalhando
e após rebelião generalizada, teve de sair.
Naquele ambiente e sem sustento, não foi difícil para o cabra arregimentar-se nas fazendas
e grilar, traficar, cercear e - muito bem recompensado - mesmo matar como missão
em prol da alienação de direitos e um ou outro lote.
Foi virando - em sua antítese - uma espécie de "lenda".
Solto no mundo para enricar, fez o que pode.
Dizia: "até pra cima dos federais já botei".
Mas, ainda mais lá, o mundo vai girando
e João teve que dali sumariamente sumir.
Fugido, foi parar numas matas,
perto de uns índios da região.
Foi ficando cada vez mais nas aldeias presente
e passou a penosa e conscientemente refletir sua trajetória e vida passada.
Já interagia a tempos com a comunidade
dos índios quando se apaixonou por M'Bey,
filha bela e altiva de um cacique a quem estavam ameaçando.
João só pensou em reagir...
Vivido e tocado, articulou lideranças,
garantiu representação
e organizou efetivo e moral combate
aos lesivos e sua cambada.
Mais que isso, num átimo de postura, pode
negociar o "cumprimento da Lei"
junto aos envolvidos,
a fim da qualidade e integridade de vida dos índios garantir.
Assim, baseadas na afeição, evoluem vidas,
como a de João
que como apaixonado amante,
fez a "virada" de não mais temer a alvorada.
sábado, 27 de outubro de 2012
Hesse
Hesse
Tomava já a vista, a dança dos sonhos.
Na pista, pisadas pariam caminhos
Por onde eu e o mundo, cada vez mais, nos achávamos
E Deus meu, mais ricos, de certo, ficávamos.
Ia assim, então, tudo aprumando,
Ficando mais são e até o entorno melhorando.
Mas o chão não é menor que o céu
E não foi senão, bem debaixo de meu chapéu
Que topei com meu maior inimigo.
Quando me dei, já tinha me atingido,
O cutelo de minha própria lavra.
Rebrotava então o duelo que, palavra,
Se acaba nunca e daí, por vez, só se vive quando se mata.
De modo que na tua senda por aí, vale, já sabido, tratar a tua besta
Com o zelo que lhes dão os vividos, que tem mais o que fazer
Do que capengar esfolados pelo entrevero particular do ser.
Vale mais de si se apartar: ou ao largo passar
Ou de pronto a raiz lhe ceifar, antes que teu sonho possa vosmecê ameaçar.
sábado, 21 de julho de 2012
Aracê
Volta de lugar nenhum
Depois reviraria suas rasas economias morais ou pediria aos céus dádivas à prestação, conjurando-se. Naquele exato momento, aquela confusão é que lhe fazia sentido, proporcionando referencial sensação de distanciamento de seus mais caros compromissos, desejos e heranças. A idílica cela de irresponsabilidade, fugaz, no entanto, comprimia-se escancarada aos imperativos grilhões de sua consciência, refém de si mesma. Mas, não valia, atinou, promover ou sofrer as conseqüências de uma acareação entre o então vivenciado poder de livre criação, dom e legado maior da expressão de vida, e o da opressão da eminente rotina covardemente inerte. Contudo, autônomo, o embate prevaleceu, imiscuindo-se com razão na profusão das dúvidas inerentes daquela noite de terça-feira.
Exatamente isso, estava levando a vida que não queria com todo o sucesso necessário à perpetuação e ao desenvolvimento daquele paradoxo. Tinha de encontrar um meio de não comprometer nem uma ou outra dimensão e nem de torná-las artificiais ou mutuamente excludentes, posto que essenciais. Talvez fosse sua trajetória e/ou mesmo sua incapacidade de satisfação ou realização, o certo é que nesse jogo se entendeu inegavelmente auto-vitimado. Afinal, involutivamente, fadava-se a intermináveis ciclos de fulminante deterioração e incompleta e penosa recuperação.
Como já havia passado por aquilo antes, não foi difícil divisar a reincidência do espectro do impulso impaciente e obtuso de compensar o tédio lacerante de seus condicionantes com imaturos e condenáveis rompantes cumulativamente auto-destrutivos. Sem titubear se convenceu que a liberdade e a satisfação estavam na disciplina de se alcançar novas perspectivas e vivências, pautadas no amor, na saúde e na diversificação e fortalecimento de suas capacidades. Já havia colhido frutos dessa prática e sua vida, concretamente, já gozava de novas e qualificadas oportunidades. Além do que seu tempo e dos seus corria e não queria encurtá-los mais, especialmente desperdiçando situações únicas e duramente conquistadas. Talvez fosse mesmo isso, a felicidade e a dignidade autênticas – há tempos desconhecidas e uma vez alcançadas e sabiamente sustentadas - pudessem proporcionar o sentido de uma vida mais prazerosa, plena, longa, fraterna e real. No fim, seria ao menos uma pessoa bem mais resolvida e melhor.
Atenção no caminho de volta, concentrou-se. Eterno, sempre cruzaria trilhas insanas, especialmente no começo, onde desvios labirínticos convidariam mesmo a situações piores. Deveria optar sempre, evocando o insight primordial, programando-se. Concessões sempre desnecessárias só perpetuariam o agravo de tendências incontroláveis e efeitos nefastos. O mal apenas a si mesmo, argumento falho, sempre afetou tudo e atualmente e cada vez mais, uma última extravagância poderia dar em nada. Ocorreu-lhe que aproveitasse o incomum céu azul para vazar e seguir com fé a guia que já tinha em mãos, sabendo que seriam imprescindíveis alternativas de valor, conteúdo e disposição, além de paciência, coragem, desprendimento e principalmente responsabilidade. Não deveria menosprezar eventos, lembrando-se que tudo poderia estar por se perder em um átimo de segundo – como seria o amanhã? O vigor viria na medida dos passos certos. Foi, enfim, convicto, andando calma e progressivamente que viveu mudanças estruturais inimagináveis. Adiante, tornou-se outro novamente.
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