Um qualquer de vontade pura e consciência nula, cárcere da liberdade, sopro e fôlego das emanações, alheio por momentos eternos aos ditos dominantes, desfruta da companhia da solidão, do ostracismo e da escolha.
Pesada, flutua.
Inerte, viceja.
A incerteza concreta do sempre volátil
A neve ao sol é como a imaginação do desejo
Brilha a escuridão, dialoga a ignorância
Brutal sensação de imatura solução.
Tudo, sempre inacabado
Um copo, dois, três, cinco mil anos pra frente, pra trás – o que importa.
Vácuo de si
Sob o sol, a noite e a paixão.
O momento completo, sempre fugaz, pertinente e incômodo de interminável começo e recalcitrante início agora permanecia.
De seus olhos brotavam flores, frutos
De intenso desejo,
Partes esparsas da confusão lúcida inalcançável
Os sentimentos em confusão e profusão nada diziam e tudo completavam em silêncio.
sábado, 31 de março de 2012
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