segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Homem janela

Homem janela

Emoldurado olhar,
Invadido de paisagem,
Evadido em desejos.
Seus cotovelos calejados,
Sustentavam as inúmeras
Viagens e projeções,
Daquela janela universo afora.
A lógica transcendia e
Seus olhos, boca, coração
E tudo o mais, pairavam
A funcionar como janelas.
Janelas, bem entendido,
paradoxalmente,
como âncoras de sonhos,
como livre prisão.
Não importava onde
Pairasse,
O retângulo ordenava
Quaisquer percepções.
Um dia, pulou da janela.
Aqueles segundos
Valeram-lhe a vida.

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